PVIP: Que tipo de público falta você conquistar?
LS: Ainda falta muita coisa, o Brasil é muito grande. Tem vários lugares que ainda não me apresentei. Sul, Sudeste… Já fui até me apresentar fora do país, mas ainda não em alguns lugares do Brasil, bem louco isso (risos). Mas é com o tempo. Eu acho que agora estamos no caminho certo. Eu creio que a galera da Universal também tá vendo isso, que o meu trabalho tá diferente, é outra vibe, outra vertente. Tem muitos lugares que precisam conhecer o show do Léo Santana, as músicas do Léo Santana. O show faz você ser reconhecido. A TV e a mídia também, mas é o show que te vende. Show vende show. Se você faz um bom show naquela cidade, você volta mais vezes. Eu quero tocar pra todos. Todas as classes, raças, crenças. Só quero que me respeite. Somente isso.
PVIP: Você é o autor de boa parte dos seus hits. Qual a fórmula? Você consegue ter esse faro de perceber o que o público quer ouvir?
LS: A gente tem um feeling devido à resposta do público. O que pega muito são músicas que tenha coreografia. Uma coreografia fácil, de mãos pra cima, que tem efeito em show. Se você pedir pra levantar a mão pra cima e fazer a coreografia, não tem quem não faça. Mas sobre compôr e ter a fórmula exata, acho que é o gosto popular. Se a gente soubesse a fórmula todo mundo seria sucesso. Quem imaginou que “Rebolation” seria aquilo? A gente apostava em outras duas músicas. Foi a 14ª canção a entrar no disco pra complementar porque a gravadora queria um álbum com 14 faixas. A gravadora ouviu tudo e falou ‘tem que ser essa música’. Todos do nosso escritório ficaram loucos: 'pelo amor de Deus, isso não!'. Os caras estavam com uma outra visão. Às vezes, a gente acredita em uma música e acontece outra. “Santinha” veio a estourar depois de 2 anos. Ela só veio a ganhar música do carnaval agora. Vai entender isso!
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PVIP: Você faz parte de uma cena onde os artistas disponibilizam seus álbuns e shows de forma gratuita em portais, como o Sua Música. Agora, que você faz parte da Universal Music, essa forma de distribuição de música vai mudar?
LS: Eu prefiro unir os dois. O Sua Música nos dá um ponto muito positivo no eixo Norte e Nordeste. É muito forte. Eu tenho um CD lá com mais de 500 mil downloads (Modesto! Ele tem dois álbuns que ultrapassam os 700 mil downloads na plataforma) e isso pra gente é muito positivo. Ainda assim, estamos crescendo nas plataformas de streaming. O DVD “Baile da Santinha” quando entrou nas plataformas deu uma noção de ‘Léo tá aí no mercado e pretende crescer’. Isso vem sendo constante, graças a Deus. Mas, na minha opinião, são trabalhos paralelos. iTunes, Deezer e Spotify são mais mundo. O Sua Música tem foco no Norte e no Nordeste. Pra mim, é um site forrozeiro e eu tô quebrando essa barreira por ser um gênero totalmente diferente do que os consumidores ali estão acostumados a ouvir. Eu prefiro estar colocando alguns CDs no Sua Música porque envolve show (O site é famoso por disponibilizar áudios de shows na íntegra). A gente vende muito show. A gente não é um produto “midiático”. A gente gosta de vender ingresso, de encher casa. Eu me vejo como um artista de público e o Sua Música nos dá essa liberdade. Os dois (plataformas de streaming e o Sua Música) agregam muito. Eu sou a favor dos dois.
PVIP: Você anunciou uma parceria com Claudia Leitte, mas a música não entrou no EP. A canção fará parte de um projeto futuro ou foi descartada?
LS: Não entrou por questão de tempo, mas vai ser um single. É uma composição minha, dela e de dois amigos de Salvador, Rodrigo Martins e Ed Nobre. A música é muito legal! A parte que ela colocou após a música chegar a ela deu título à canção: “Alergia a Novinho”. A música fala de um cara que está muito pra frente, pensando maldade e ela só quer cineminha, coisa mais tranquila. É muito bacana a historinha. A gente vai fazer um clipe dessa música. É um projeto meu com participação dela. Na próxima semana, eu vou a São Paulo gravar o áudio pra aí sim marcar a gravação do clipe.
PVIP: Você já fez parceria com Wesley Safadão, MC Kevinho, MC WM… Mas a gente tá ansioso pela sua música com a Glória Groove!
LS: Pense em um trabalho incrível! Eu me senti fora do país gravando. Glória tem muito esse apelo americanizado. Eu não a conhecia pessoalmente, conhecia só o trampo. Conheci a figura pelas redes sociais e achei muito interessante pela atitude. Desde a Pabllo Vittar, que é hoje a número 1 quando se fala em drag queen, e Glória vem num lance de fazer a mesma coisa, mas de um modo diferente, com um popzão, umas batidas mais gringas. Ela me mandou uma direct, “fala, gigante!”, já toda cheia de intimidade, uma energia boa. Aí rolou a energia, o papo. Até então, a música nem era pra ser de trabalho, mas ficou tão incrível que resolvemos gravar um clipe. Foi gravado no Rio com uma equipe monstra. Que cenários eles encontraram! Me botaram com umas roupas bem selvagens, bem loucas. Fiquei me sentindo o Kanye West! É uma música dançante, se chama “Arrasta”. Só que a imagem ficou tão grandiosa, que eu não dancei, eu fiquei só de carão. Vai ser incrível.
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(Imagem: Delson Silva / AGNews)[/caption]
PVIP: Seus fãs podem esperar um álbum completo ainda esse ano?
LS: O projeto futuro é o DVD “Baile da Santinha 2”, que eu creio que será gravado em Goiânia. Estávamos entre Rio de Janeiro e Goiânia, mas decidimos por Goiânia, acho que entre setembro e outubro. A ideia do baile é bem praiana. O primeiro fizemos em Fortaleza de frente para o mar, mas vamos personalizar uma praia nesse lugar, vai ser bacana.
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O Poltrona Vip entrevistou Léo Santana a convite da Universal Music.