Rami Malek interpretando Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody[/caption]
A ausência ou falta de desenvolvimento de alguns detalhes e fases do grupo, acaba se tornando um ponto um pouco negativo ao decorrer da história, eles dão todos os fatos, mas não se alonga no contexto, com exceção quando mostra a composição da música Bohemian Rhapsody, neste ponto, o filme consegue ser desenrolado sem atropelos, e chega a ser engraçado ver o método criativo de Freddie para compor a letra da canção, a sua obsessão em puxar a voz de Roger Taylor ao limite, para “só mais um Galileo”, o restante, foi tudo desenvolvido muito rápido, como a questão da doença de Freddie, a AIDS que quase não é abordada no filme. A sua sexualidade, também entrou nisso, sabemos que Freddie teve seu grande amor e amiga Mary Austin, mas que depois se descobriu bissexual, isso é abordado, porém de forma muito sutil. Algo bastante importante para a história foi a forma em que apresentaram a intimidade do grupo fora dos palcos, a genialidade quando estavam juntos, as brigas, cumplicidade, e a pitada de arrogância que acompanhou Freddie durante a fama, e claro, os momentos engraçados que nos faz dar boas gargalhadas.
O entrosamento dos personagens é ótima, principalmente entre Rami Malek e Lucy Boynton, que fez o papel de Mary Austin, a mulher que Freddie mais amou na vida. A atriz trouxe emoção, sensibilidade e uma empatia incrível para as telas. A escolha do elenco ficou perfeita, todos bem parecidos aos integrantes originais, Ben Hardy (X-Men: Apocalipse) como o baterista Roger Taylor, Joseph Mazzello (nosso eterno Tim de Jurassic Park) como o guitarrista John Deacon e nos teclados temos Gwilym Lee (O Turista) como Brian May. Houve também alguns erros sobre a cronologia do filme, fatos colocados fora da ordem real dos acontecimentos, outros que levaram anos, se passaram em questão de dias, por exemplo, porém, levando em conta que o foco é a história do vocalista e a banda Queen, isso não se torna um erro nada grave.
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Imagens do Filme Bohemian Rhapsody[/caption]
Dois álbuns são abordados no filme: Queen (1973) e A night at the opera (1975). É apresentado o processo de criação de clássicos da banda, como: “Love of my life” (dedicada à Mary Austin) e “We will rock you” (criada a partir da vontade de maior interação do público com a banda). Falam, brevemente, a respeito do clipe de “I want to break free” (onde eles se vestem de mulheres), e sua repercussão, em especial nos Estados Unidos. Mas a criação que tem maior espaço/destaque no filme é obviamente o música título do longa: “Bohemian Rhapsody“, música que se tornou algo como ícone da banda, um hino para os fãs.
Bohemian Rhapsody é um filme maravilhoso e uma grande homenagem ao legado de Freddie Mercury, para a banda e para todos os fãs, é difícil de não se emocionar, a obra mostra que a banda sempre foi uma família, e que depois de 27 anos após a morte de Freddie, suas canções ainda inspira desajustados, sonhadores e amantes da música. Tenho certeza que você vai se emocionar com a história e sair da sessão cantando as músicas.
Com produção da Fox Film do Brasil, direção de Bryan Singer e roteiro por conta de Anthony McCarten. A obra cinebiografia chega aos cinemas dia 1 de novembro. Já preparem seus lencinhos.
Confira o trailer da obra:
https://www.youtube.com/watch?v=GryRsVhOvxo